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Rua do Areal, por Noronha Santos

GUIA e plano da cidade do Rio de Janeiro. [S.l.: s.n.], 1858. 1 planta ; 30,2 x 40,7 em f. 35,5 x 47cm.
GUIA e plano da cidade do Rio de Janeiro. [S.l.: s.n.], 1858. 1 planta ; 30,2 x 40,7 em f. 35,5 x 47cm. Disponível na Biblioteca Nacional

RUA DO AREAL – Foi aberta em terras da antiga chácara de Pedro Dias Pais Leme, a partir do Campo de Sant’Ana até a Lagoa da Sentinela (Capueruçú). Chamou-se a princípio Rua das Boas Pernas e, contavam velhos moradores que era preciso que eles as tivessem bem fortes para vencer o areal sobre o qual se abrira a rua. A 10 de dezembro 1822 o Senado da Câmara denominou-a oficialmente Rua do Areal, nome, aliás, de há muito tempo adotado pelo povo. Durante dilatado período, a Rua do Areal conservou-se muito estreita, alargando-se em 1840 para 60 palmos, isso depois de inúmeras vistorias da Municipalidade e de sua mestrança desde 1827 e através de demandas, entre as quais a intentada pelo cadete de cavalaria João Antônio Claro, proprietário em 1829 de uma estalagem na rua que faz divisão com a Lagoa da Sentinela.

Denominou-se em 1384 – Rua Barão de Paranapiacaba, em honra do conselheiro João Cardoso de Menezes e Souza (Barão de Paranapiacaba), que faleceu a 2 de fevereiro de 1915. A resolução municipal de 21 de fevereiro de 1890 restabeleceu a primitiva nominação e o decreto n. 1.609, de 30 de setembro de 1901, deu-lhe o nome – Moncorvo Filho, – em honra ao médico desse nome e diretor do Instituto de Proteção e Assistência Infância, Dr. Carlos Artur de Figueiredo Moncorvo Filho.

Fonte

  • Anotação de Noronha Santos na introdução do livro Memórias para Servir à História do Reino do Brasil

Imagem destacada

Mapa - Rua do Areal, Moncorvo Filho